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quarta-feira, 28 de março de 2007

- no fim do infinito

Pois bem. No que se baseia a verdade senão naquilo que entendemos de dicionários e teses que antes por outros foram fundamentalizadas na esperança de fazer um mundo - talvez - melhor?
Penso que não se pode fazer com que todos confiem em suas idéias, não pelo fato delas serem irrisórias, complexas ou surreais demais para esta realidade tão distinta a todos. Não cabe a ninguém dizer ao outro que está errado quando se usa um argumento vago - se é que verdadeiramente é vago! Cada um vive no seu mundo paralelo, sustentando a vida incomum que leva.
Mas, verdade absoluta, ainda, por mais que tentemos, não existe.
Não pelo fato do ser humano ser incapaz ou por ser inferior nesta natureza. Acredito que o ser humano precise aprender a contar, precisa aprender a distinguir com provas mais objetivas aquilo que, no ensaio, se manifesta como uma literatura de mestres.
Não satisfaz a mim acreditar que 1 se torna 2, sendo que no meio destes existem infinitos números. A idéia de transformar 1 em 2, para mim é semelhante a de dizer que o universo não tem fim. - embora Stephen Hawking dissesse que o universo é finito e dodecagonal - Os números são abstratos e expansivos, assim como o universo tem sido.
Acredito que o universo tenha um fim, tudo que conhecemos até agora, exceto a energia que se transforma, tem fim. Se partíssemos dessa idéia, não morreríamos jamais, tenderíamos ao infinito passando de corpos a corpos "metafísicos" ou concretos, tanto faz. Mas se adotarmos as explicações matemáticas que é a exteriorização sem experimento, apenas lógico e racional daquilo que supomos, o universo seria infinito por falta de bases. Não me crucifiquem, peço. Sou leigo no que me diz respeito a matemática, mas creio que o que ela nos proporciona está vago no que diz respeito "transformação dos números". Como pode 1 se tornar 2 se não tem fim?
A meu ver, acredito, existe um fim que não podemos ver ainda por esses erros que foram nos dados matematicamente, pelo nosso condicionamento mental e social que nos coloca nesse método de pensar. Embora nos digam que a energia se transforma, não morre, acredito que haja algo mais, que ainda não sei explicar por não ter tido o tempo necessário para aprofundar no assunto (mas por pouco tempo, garanto).
Penso que ao tentar explicar o universo com a física, matemática e religião, acabamos enforcados e estáticos na mesma predição que é: De onde veio o Universo/Deus? Se existir, como Descartes pregava que existia, uma verdade absoluta, a explicação de Deus e Universo se justificaria como única. Seria o mesmo que dizer, como eu venho pensado ser, mesmo com algumas contradições cartesianas, que Deus é um vetor.
Um absurdo, você me diz, não?
Mas não se você me pedisse para explicar. Não quero parecer vago, com justificativas inúteis, mas, ao meu ver a associação de religião e ciências físicas sempre foram fundamentais para que fossem identificados alguns rascunhos e esboços que estampam pelos dois lados. Desmitificações de dogmas e influências da fé na vida subjetiva da pessoa.
Poderia me estender a diversos pontos de vista por aqui, mas questionamentos simples e vagos distorceriam qualquer que fosse a idéia principal. O que me vale de intuito maior é tentar a provar que a verdade, absoluta ou não, ainda não sei, está em cada um, mesmo parecendo distinta, pode ter uma única ligação para que seja proferida de maneira diversificada.
É como dizer que o meio modifica o homem e vice-versa. Está é uma "verdade" mas ainda falta o desfecho consciente e inconsciente, as manifestações do cérebro, sua psique.
Esta é uma armadilha que pode ser desvencilhada, e acredito que quando for, seremos capazes de projetá-la à criação de qualquer coisa, por sermos capaz de saber que é possível, completo, e não infinito e inacabado como estamos imaginando.

escrito em: 28 de Março de 2007, às 12h18.

Um comentário:

  1. Talvez esse seja um dos princiáis erros da matemática. Ela não explica, força-te a entender.

    Ela te faz digerir que existem infinitos números entre um e dois ams nunca te conta como você faz para alcançar esse minúsculo infinito.

    Creio ser esse outro problema das verdades pessoais. Por mais que se tente explicar, ela é sua e só sua, nada mais pode ser feito a não ser aceitar (ao menos com as verdade pessoais).

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