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sexta-feira, 29 de junho de 2007

- caçador de veredas

Meu medo tem se tornado uma inconstância.
Um labirinto natural gerado pelas dúvidas.
Tenho andado distraído, sem veredas para descansar.
Causando desgosto e me guiando em solidão a lugar nenhum.
Estou cansado.
Reflito.
Olho retratos e busco algumas respostas
Que, claro, não ouço; retratos não falam.
Mas se falassem me lembrariam momentos deveras bons.
Hoje ando com um estomago anestesiado.
Com um tom cálido e amargurado.
Sinto o fel que vem a minha boca.
Seco os olhos.
Calço meus sapatos.
Caminho distante para uma distância ainda maior.
Com as mãos protegidas dentro do meu casaco, eu ando.
Recorro a algumas palavras secas em minha mente ambígua.
Me perco.
Caminhos estão confusos.
Não sei mais caracterizar o que é labirinto ou ruas.
Se as ruas falassem, me guiariam ao destino.
Junto das veredas repousantes,
Meu conversar cálido.
Seu retrato mudo.