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sexta-feira, 8 de junho de 2007

- revolução indivdual

A vida é um eterno rascunho de abstrações que se tornam concretas com idéias de outras pessoas, mas que querem se passar por nós generalizando aquilo que lhes convêm.
E permutam pensamentos convencionais sobre aqueles que concordam com palavras difíceis sem saber ao certo o que querem dizer. E insistem em dizer as mesmas coisas que queriam ser ditas ao contrário, por se encaixar em dúvida com a efemeridade inconstante de seus problemas.
Pouco honesto, quanto menos suficiente, mas insistem em colaborar nas desgraçadas palavras devoradas por seus dicionários lingüísticos de sabedoria ditosa! Engolem verbos, provérbios e substantivos adjetivados de mentiras cabulosas!
Aparecem na mídia expansiva por serem papas regidos pelo deus capital. Comandam a nós, fantoches e equilibristas da realidade assalariada, num mínimo de paciência e notas frias.
Torcemos para que o amanhã venha e vença e nos inunde de uma coragem trombetante, e que nosso canto sem compasso ensurdeça os ouvidos dos que ouvem aquilo que ainda não foi noticiado.
Calemo-nos. Esperemos a voz do poder falar mais alto, e quando ela se rebelar, apontemos nossos dedos sujos de óleo e terra, suor e sangue, acusação e negação. Riamos do teatro político que encena bem na realidade.
Vomitemos o alimento fatídico que sacrificamos para conseguir o sonho de viver. Xinguemos sem ter motivo, mas pelo simples fato de termos vontade à invocação da liberdade.
Mostremos a eles - idólatras de merda! - que não somos parte de uma geração sem luta concreta, e que o deus que nos cerca é mesmo da física, do cristão, do muçulmano, do hindu e ateu. E o que implica a nossa reza é a vontade de cuspir no político profeta que escandaliza o país numa festa frenética de corrupção de indultos salários ao seu povo rico tornado plebeu.
Filhos da puta de nossa geração! Acordem!
Vistam a bandeira como uma camisa e cuspa nos mártires de razão manipuladora, dos esquivos ladrões de impostos de renda, mestres do caixa forte, caixa dois e igrejas - tantas, escravizadoras de pobres que vendem um lugar no paraíso confortável com uma grande parcela de seu pagamento.
Digam a verdade, invoquem a coragem e batam no próprio peito urrando o amor de si próprio. Chorem por existir, chorem de amor pelos sonhos que alcançarão. Chorem por aquilo que verão. Pelos campos verdes e únicos, pelas manhãs de chuva. Pelos tempos difíceis na seca, no frio, geada e neve.
Chorem por sangrar. Chorem por chorar de rir, mas chorem, porque o que fortalece é aquilo que se sente e se interpreta como apelo de seres únicos. Sejamos únicos, sejamos seres mais humanos. Sejamos aqueles que evoluíram no escândalo da natureza e reconhecemo-nos através de turvas águas como sendo a nós mesmos os únicos a sabermos como nos movimentar!
Minta para si mesmo e viva na ilusão de merda acreditando nas palavras que você sonhava ser verdade em segredo, mas sentiu preguiça de querer realizá-las.
Viva invejando, morra na derrota. Viva lutando, morra na tentativa. Viva hesitando, morra insípido. Viva aprendendo, morra ensinando.
O que você quer para si? O que você quer levar até quando puder resmungar na velhice lembrando daquilo que fez e se corroendo por ser o que foi?
Sempre terás a sensação de vazio, por mais completo que aches que seja. Sempre sentirás frio, por mais aquecido que se sinta. Sempre morrerá sozinho, por mais acompanhado que estejas.
Mas, sempre! sempre! Sempre se lembrará de ter sido aquilo que sonhou ser, aquilo que sonhou ter. E sempre será um pouco a mais ou a menos, dependendo do dia que você viver.
A morte define sua história toda nas lágrimas e lamentos de palavras daqueles que viveram ao seu redor. Ou se morre honrado, ou apenas se morre.
Por mais que escrevam resenhas e versos, discursos e noticias sobre sua vida. Você apenas levará consigo aquilo que deixou para eles entenderem depois de chorarem.
Você morre, para que eles comecem a viver.
Portanto. Aprenda, experimente, indague, busque, sinta, arda, lascive... Faça o que puder para valer a pena o seu ponto final.
Não existe uma borracha para que apaguemos aquilo que já foi vivido. A vida é um rascunho repleto de experimentos fóbicos e excitantes, e você os molda, mas não sabe onde vai chegar. É como as palavras... você as diz, mas não sabe como vai atingir.
Esta é a graça da vida. Tudo depende daquilo que está por vir, daquilo que vem, e foi. Depende de sentir ou não sentir. E de pensar que eles entenderam da maneira que você desejaria ouvir.

3 comentários:

  1. Esse texto eu não vou comentar. Simplesmente não vou porque já o comentei. Aliás, o tenho.
    Já o li, reli e reli... E para mim, seu título é: Verdades. Portanto, nada mais a declarar. Só a agradecer. Obrigado, meu caro. Obrigado por tudo, aliás (me sobrebeio um instinto de agradecimento).

    Abraço, Mu.

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  2. O que vc chama de revolução individual é pra vc ? ou uma maneira de filosofar sobre a impotência do ser ?

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  3. - everton, em partes isso aplica a todos nós, e, claro devo dizer, para mim.
    serve aos outros por alguns concordarem, por notarem algumas coisas em comum, mas não servirá a todos, como sabemos.
    alguns abrem leques de pensamentos ao ver isso, outras acham bobagem, não importa, ao menos terão uma concepção, já phaz parte do que chamo de revolução individual.

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