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quarta-feira, 11 de julho de 2007

- jangada de pedras

Nem com todas as marés que vi baixar
Eu pude afogar o que eu sentia.
Só de imaginar onde deixei de estar
Percebi nas ondas, o desdém e a afazia.

Era ela quem vi navegar
Na jangada de pedras, na agonia.
E se o vento a levar,
Para longe, ao fim do dia,
Ela ainda vai estar
Onde eu pensei que estaria.

Mas eu fico na areia,
Onde o repouso é fácil, tem valia.
Na espera, do tempo que passa,
Dos ventos, da água fria,
Das ondas que te vi carregar
Quando pensei que a traria.

escrito em: Fevereiro, 2007