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terça-feira, 21 de agosto de 2007

- prece

Aos falsos morais, aos cabisbaixos,
Aos pontos vitais, aos que se dizem machos.
Às putas felizes, aos assalariados,
Às madres atrizes, e todos que vem de baixo.
Aos hinos nacionais, às canções pop
Aos pais de seus pais, aos americanos do rock.
Ao mercado interno, aos políticos,
Ao mendigo de terno, aos produtos ilícitos.
Aos tempos modernos, ao futuro promissor,
Aos subalternos, ao mais novo amador.
Aos católicos de Nazaré, aos petencostais
Aos crentes sem fé, às noticias atuais
Às ceitas politeístas, aos orientais,
Aos feministas, às revoluções de jornais.
À escassez do petróleo, ao homem bomba,
A inovação do óleo, à paz sem pomba.
Ao bebê que nasce, aos anciãos,
Às adultas faces, aos pés e mãos.
Aos esquecidos, aos lembrados,
Aos mártires corrompidos, a um livro publicado.
Aos profetas, aos mágicos,
Aos médicos de ética, ao erro trágico.
Ao ambulante, ao desempregado,
Ao soldado infante, ao aposentado.
Às doenças, às curas,
Às crenças, à verdade dura.
Às sobras, ao excesso,
Às novas obras, ao recesso.
Aos que se importam, aos que não entendem
Aos que abortam, aos que mentem.
Ao fuso, ao horário.
Ao difuso, ao retardatário.
Ao bom senso, à censura,
Ao fim intenso, à mulher pura.
A mim, a tantos outros,
Ao sim, ao não de poucos.
Amém.

escrito em: Segunda-feira, 29 de Janeiro de 2007, 2h18.