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sexta-feira, 21 de setembro de 2007

- presságio de um quantum da eternidade

Hoje acordei assustado, com presságios que não pude controlar.
Me lembrei de algo tão óbvio, imaturo,
Mas que me sacudiu os ossos, congelou a alma, um pensamento impuro,
O choro mudo, soluço, me fez escandalizar.

Me lembrei que morreria e disso não me posso ganhar.
Não tem cura contra o futuro,
Não há se quer uma brecha, um furo,
Por onde eu possa me esquivar.

Já não sei se estou frio, quente, novo, velho, claro, escuro,
Se estou noite, dia, forte, fraco, fruto verde ou maduro
Quanto tempo dura um ano, um mês, uma semana, dia, hora pra passar?
Quantas folhas no calendário eu já deixei de arrancar?

Ah, já não sei o que me faço neste compasso desmesuro...
Eu, este tempo burro, insistindo em passar devagar.
Refutando a tudo, todo e qualquer seguro,
Que no amanhã, o ontem de dias depois, possa me fazer durar.

escrito em: Sexta-feira, 21 de Setembro de 2007, 0h55.