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domingo, 28 de outubro de 2007

- soldado do íntimo

Há deste lado da parede... Um homem.
Imune a qualquer sermão.
Há em suas mãos, impune, sua espada
...Diz ele, de severa admiração.

Não há sangue, não há nada
Que lhe valha mais que a razão.
Não há sequer um Santo Cristo,
Uma causa, uma intenção.

Há consigo a libido,
O fódico, o tesão.
Há um tom escarnecido,
Certo ímpeto de contradição.

Há seu desejo, mais belo e frígido,
Há as curvas da sedução.
Há no seu rosto encardido
As marcas da discriminação.

Não leva roupas, não canta hinos,
Não tem abrigo, não tem coração.
E se um dia errar consigo,
Seus inimigos o aplaudirão.

Não esperem que lhe de mão,
Que sorria, ou seja sincero.
Há mais no seu rosto de ferro,
Do que na sua espada... de carne e circulação.

escrito em: Domingo, 30 de Setembro de 2007, 23h06

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