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terça-feira, 15 de janeiro de 2008

- do outro lado da verdade cega

Penso em lhe dizer o que vi e senti por ontem.
Penso em lhe contar verdades falhas que mais parecem mentiras.
Quem sabe um dia você ouvirá, calada.
Sussurrando no pé do ouvido, com olhos fechados.
Você imaginando minhas palavras...
Quase uma realidade sua.
Apenas sua.
Mas, quem sabe, partilha comigo em pensamentos.
Realizo você em mim.
Você sorrindo.
Cabelos negros;
como o escuro de meus olhos quando não pensam em você.
Você sabe.
Eu sei.
Nós sabemos que nossas mãos e olhos selam aquilo que não tocam e vêem ao redor de nossas faces amargas.
Pronuncio frases doces para confundir esta realidade crua, inerte e corrompida.
Você as acolhe tão alegremente em seu cólon.
Diz ser tão lindas e suaves...
"Jamais ouviu igual.", diz.
Apaixono-me por minhas palavras que agora creio, cego.
E selamos nossas dúvidas com um beijo árduo, inane.
Que talvez nunca existiu em carne.

escrito em: 26 de outubro de 2006, 17h11.