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quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

- esperança morre!

Lá longe, o tempo passa.
Lá longe, a chuva molha.
Lá longe, o verde cresce.
Lá longe, vem a escolha.

Aqui dentro, o tempo "tac".
Aqui dentro, um lenço seca.
Aqui dentro, a folha cai.
Aqui dentro, esperança morre.

No escuro, a gente erra.
No escuro, o medo flerta.
No escuro, o breu te cega.
No escuro, o pecado aflora.

No fim, o tempo pára.
No fim, o lenço molha.
No fim, você renasce.
No fim, a grama nasce.
No fim, há esperança.

escrito em: Mauá, 2006

4 comentários:

  1. mais um poeta desvairado nesse mundo... eu queria ver Platão expulsar a gente se houvesse blog na Grécia Antiga. Ele faria era o "república.blogsot" pra plubicar seu textinhos de elevação espiritual

    brincadeira. juro.

    estava lendo suas prosas.. gostei.

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  2. e é assim toda vida...ciclos intermináveis...

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  3. curti muito 'morra, querida, morra', mas 'esperança morre!' está entre os meus favoritos dos seus.

    abraços.

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