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sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

- morra, querida, morra

Sinto o asco de teus lábios
Tão mentirosos que me causam pena.
Pena por ter vivido momentos de sufrágios
Nesta vida que a ti condenas.

Apostaste a vida nesses tempos remotos.
Refletindo mentiras de um tempo sórdido.
Em que suas palavras alegaram bons votos...
Mas hoje, vivo nesta casa de cenário mórbido,

Contradizendo alegrias de uma vida hipócrita
Aonde suas palavras legam um destino hesitante
Repleto de chagas e cicatrizes insólitas
Que traça, masóquica, a todo funesto instante.

Eu assisto ao seu descontentamento
Que germinou com o passar do tempo.
E planejo a todo incessante momento
Crucificar-te por meu sofrimento.

E quando eu assistir a ti vertendo em sangue.
Rirei de teu rumo errante
Que a condenou nesta vida suplicante
Aonde você rasteja agonizante.

escrito em: 2006