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segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

- orgasmo onírico

Assisto à chuva deslizar pela janela
Sinto o vento arrepiar-me a costela;
A vela apagar-se, tão singela.
E a escuridão vem brindar-me sem cautela.

Lá fora: um filme mudo de nuvens cinza
Voam, lentamente, misturando diferentes brisas.
Eu assisto ao espetáculo; em minha janela desliza,
Ruídos de árvores outônicas e de suas folhas matizas.

Penso em figurar-me neste cenário hipnótico
Que me convida com seu drama mórfico
A percorrer estes vales disfórmicos
Que as pessoas julgam ser agnósticos.

Deixarei a chuva envolver meu corpo
Experimentando as lágrimas temporais em meu rosto.
Dançarei neste mundo torto
Junto às árvores que tragam da terra o passado morto.

Valsarei até o pranto celeste terminar.
Dormirei com belas flores a germinar.
Acordarei em casa, com minha vela a iluminar
Estes meus sonhos secretos, impossíveis de decifrar.

escrito em: Segunda-feira, 18 de setembro de 2006.

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