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segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

- tua ferida minha

Na ferida do teu joelho
Encontro certa admiração.
Algo como um espelho
Que me mostra em decomposição.

E, quando tocas assim a carne,
É como se ousasse me desvelar.
Antes que se faça a epiderme
Ou que o pus possa lhe enojar.

Tua ferida de sangue rubro,
Sua dor de consternação,
E tudo que eu descubro
Quando escondo a dor do teu joelho
Com a palma da minha mão.

escrito em: Quinta-feira, 4 de outubro de 2007, 11h26