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domingo, 2 de março de 2008

- dalila

Com lágrimas nos olhos, Dalila desabou:
Chão frio, madeira rústica.
Prendia seu manto no assoalho batido do verniz secular.
Engolir o choro não basta.
Quando se encanta com beleza externa,
Esquece-se das frases completas.
Espelho fazia de Dalila; linda, sagaz.
Luzia paz.
Quando cessou, vi Dalila ao chão.
Cerrando suas unhas vermelhas,
Desbotando o verniz e carne.
Assoalho nobre, sangue forte.
De fronte, cadeiras brancas, janelas rubricas.
Dalila crua.
Ver dias como este,
onde não se acende chama de cigarro
pós-longa noite lasciva.
Sem ter lençol amassado, ou vestes em gavetas entreabertas.
Dalila ria, masóquica.
Dalila sofria só...
Dalila.