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domingo, 16 de março de 2008

- meu dia noturno

Tenho sono.
Não consigo dormir.
Não consigo descansar
Nesta cama vazia.
Absorto, levanto,
Dirijo-me à lua.
Confesso inverdades.
Algumas tão nuas.
Me faço acreditar.

Àquele infinito negro iluminado,
De pequenas estrelas que navegam constantes
Neste oceano cálido.
Não precisam de porto com farol.
Tampouco, ser guiadas a lugar algum.
Elas conhecem seus destinos perdidos.
Vagando neste infinito caminho
Guardando almas confusas sem lume jus.

Eu navego junto.
Neste oceano turvo
De ondas curtas,
Repletas de interrogações.
Então, me curvo.
Olho à água negra.
Iluminando a areia...
Perco a razão.

Sem respostas frígidas
Busco a lua tímida,
Sua palidez vívida
Reflete em minha face
Memórias antigas,
Velhas intrigas
De lugar nenhum.

Eu esmaeço e caio.
Um tom de desmaio
Penumbro e, de mim, saio.
No aconchego calmo.
Quando o dia nasce
E o sol renasce,
Eu canso, num impasse.
Desse dia manso.
E, enfim, durmo,
Nesta luz comum.

escrito em: Sexta-feira, 22 de setembro de 2006, 00h59.

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