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domingo, 2 de março de 2008

- o espasmo

Às vezes acho que eu sou louco,
que o mundo me mostra pouco.
E todas as manhãs, quando acordo,
estou triste, mas não me importo.
Vejo da janela a luz da manhã,
que ascenderá meus olhos e será minha vilã.

Como debochar do tempo vago
Se com ele reflito?
me sinto um fraco

Quando a tarde chegar, estarei cansado
do dia que eu esperei, mas, que ficou no passado.
Então, a noite trará o manto da escuridão,
com o qual, me esconderei da solidão.
Me deitarei, sentirei a náusea do tempo bom;
Meu fim na multidão.

escrito em: Mauá, 2005