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quinta-feira, 24 de julho de 2008

- as entranhas da morte

Vi por entre as entranhas da Morte
Caminhar dessemelhantes vidas.
Algumas perdidas de má sorte,
Outras de má sorte consumidas.

Reclamavam vidas,
Imploravam perdões,
Naquela digestão de almas,
Uma a uma sendo digeridas.

Uns outros, inconformes,
Rasgavam as entranhas da Morte
Lhe causando arfante azia.
Uma dor que deveras aturdia.

A morte no chão ajoelhava,
Com a mão no ventre, dizia:
- Por Deus! Parem de me machucar!
Temo o sono profundo que vos condeno todos os dias.

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