- o que você procura?

domingo, 24 de agosto de 2008

- avesso

Por mais que eu feche os olhos,
Dilate os póros,
Não consigo enxergar,
Ou alcançar,
Qualquer que seja o ponto da percepção.
Tudo parece êfemero,
Seja de classe ou gênero,
É indisposto,
Não faz meu gosto,
E eu reclino as honras a minha intenção.

Nessa ambigüidade
Fico pela metade.
Sozinho no meu mundo,
Cavo um poço fundo
E outra vez sou lúcido na insanidade da razão.

Sinto que isso me provoca,
E a todo tempo evoca,
Ao que sinceramente,
Confesso, um pouco descontente,
É totalmente oposto à contradição.
É como nascer do avesso,
Morrendo no começo,
Terminando vivo, no extremo da concepção.