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domingo, 24 de agosto de 2008

- pertinácia humana

Talvez seja totalmente burra e estonteante a perseverança do homem quando prostrado em uma cama, em estágio terminal. Pensar que as virilidades todas somem e o que lhe resta é a discrepância, íntima e infame, a espera de um final.
Agonizar apenas serve de resposta tola a toda dor corrosiva e destrutiva, ao seu orgulho, sua moral. E os espectadores habituais, oram e divinizam seu estado calamital. E depois, de alguma forma, compadece-se a paciência, e todos esperam que Deus ou a ciência, respondam com toda urgência revelando algum sinal.
E naquele emplastro, dói a tua consciência, dói a culpa e a ausência, por não ser unicamente teu este mal.
Pensar que se pode dissuadir tua clemência, mediante a autorização, apertando alguns botões... mas aonde iria a fé e a crença - que neste momento é natural?
Restringido ao lamurio, exalando a éter de hospital, espera-se que, com alegria ou infortunio, renasças das cinzas, ou finde, afinal.