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domingo, 17 de agosto de 2008

- sinestesia

A morte sempre tem dois lados
E a ambos ela sempre alcança.
Quando pensar que chegou sua hora,
Ao fim de tudo, relembrará:
Desde o começo até o agora.

Talvez não haja dor pungente, descomunal.
O porém todavia é valido, é natural.
Sentir arder os póros, formigar os dedos,
A respiração faltando, pouco a pouco,
O hálito sepulcral já lhe invadindo os medos.

Você bem sabe que os odores são os mesmos,
Mas naquela hora nada é igual para a agonia.
Você relembra os humores que lhe retrataram:
Cores e mais cores ao que antes era tua alegria.

Depois do luto, remanso algum terá valia,
Já sufocado além da grama, da terra fria.
E o teu odor e teus humores darão as plantas e as flores
As cores de tuas cores: A sinestesia.

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