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terça-feira, 11 de agosto de 2009

- a reza

Meu Deus,
gostaria que amanhã
tu findastes por outros sete dias,
calasse para toda prece sã,
e cegasse aos pecados que remirias.

Rogo-te, desça aqui.
Aprecie tua obra-prima,
tão diferente quanto daí de cima.
Intensas formas, crenças e humores,
que disseste ser parte de ti, de teus labores.

Por isso peço:
não castigue com a tua ira
os que o esconjuram todos os dias.
É que já estamos pensando
que nos abandonaste à arrelia.

Como se não mais se reconhecesse
na dogmatizada fé e sabedoria,
nós, humanos, aniquilamos a carne,
o desejo e a frustração
de não conceber o princípio como o seria.

E dia após dia,
carregando a cruz de nossas vidas,
questionamos sobre ser o que se é:
resultado da Ciência,
dos pregos de Nazaré,
ou da abstração da Filosofia?