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domingo, 20 de setembro de 2009

- a invenção humana

O ser humano inventou os mitos,
a mentira, a verdade,
os Deuses e todos os seus inimigos.
Fez da Terra o reino de suas calamidades,
partindo do desejo que os consumia.
Tudo pelo orgulho próprio
e para evidenciar seus conflitos
- que antes não eram muitos,
e os que eram, era explícito.
Porém, a essência e o óbvio foram extintos.
E, construindo a ciência e a artes,
o ser humano se dividiu:
cada um com sua parte,
obedecendo aos seus reis de carne
e a liberdade, que de algum modo os repeliu.
Os princípios da sociedade,
que por eles respeitados,
representava o princípio que os uniu.
União instável,
repleta de rebeldes que a aboliam.
Houve propostas de reforma,
de recriar os seus espaços,
expandir a igualdade,
confraternizar os laços
segundo seus diretos,
mas estes terminavam
onde as leis começavam.
E houve guerras como solução,
o resgate dos mitos à salvação.
Fez-se de tudo para que houvesse harmonia:
houve drogas para as dores,
para não pensar horrores,
para substituir a solidão.
Houve de tudo e qualquer coisa
para que o cérebro se unisse às mãos.
Há de se considerar também os profetas de religiões,
os filósofos e políticos de partido,
que rememoram os tempos de tempos
onde Deuses eram vistos,
o pensamento era livre,
e não havia guerras ou veredictos.
Mas é mentira...
depois do ser humano
jamais houve momento,
nesse planeta finito,
em que a Terra concluísse por si só
o seu ciclo.
E se houver dúvidas
consulte nos livros de História.
Está lá, tudo escrito.
Mas, assim como tudo,
o que está lá não é verdade,
é humano.
É o lixo que sobrou dos mitos.

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