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sábado, 27 de março de 2010

- homem contradição

Fez-se deste lado
um tamboril de ilusão.
Uma musa, um soldado,
ou qualquer outra tentação.
Tenho nos versos seqüelados,
Um sinal de inspiração.

É algo assim, pobre, chulo,
que não cabe ao coração.
mas não é algo que seja nulo
ou que não valha para minha razão.

Por isso guardo atrás da porta
o medo burro e a indecisão.
Sem contar a vida torta
que eu troquei por um dobrão.

Meus amigos têm me dito
que a tudo eu digo não,
mas o que não sabem é que hesito
por temer a contradição.

Já me mandaram ser benzido,
medicado, - até apelaram à confissão -
mas eu sei, e ainda insisto:
há algo prático na imaginação.

Já que me vêem como um bicho,
eu me preservo da extinção.
Vôo alto, sem capricho,
Sem ter pouso ou direção.
Eu não tenho compromisso,
Sou pecado e ilusão.

escrito em: Quinta-feira, 11 de Outubro de 2007, 20h01

Um comentário:

  1. Eu não temeria a contradição. Ela nos faz, nos transforma, nos fortalece.
    Adorei o texto!

    Beijomeupravocê

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