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domingo, 28 de março de 2010

- morada do tempo

Acordei com um efêmero pensamento
que me veio crescendo.
Estava nos meus olhos,
embora eu não estivesse vendo.

Vamos nos acabar um dia,
e será, assim, sem perceber.
Eu espero que antes desta agonia
eu possa deveras te ter.

Algumas vezes me atormento
porque não sei em qual momento
vão nos roubar as nossas vidas
E nos tirar deste alento.

Eu até te entendo
quando vem pra me falar
que estamos vivendo
para um dia morar.

Mas tem horas que, do nada,
penso em ir até a sua casa,
brigar com a tua família,
e nos dar um abrigo de longa grama rasa.

Eu não sei por quanto tempo
esperaremos o tempo passar,
mas eu brigo até com o vento
quando eu o sinto parar.

Talvez seja por ver tudo mudar,
quando na verdade
queria mesmo era ter você aqui,
sem relógio para nos despertar.

escrito em: Sexta-feira, 05 de Outubro de 2007, 14h13.