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quarta-feira, 31 de março de 2010

- verdade passada

Na verdade, não há verdade
Que eu compreenda
Se eu não sei se a entendi.

Mas sei que a realidade
É uma tormenta
Que não se pode repartir.

Se você sabe,
Deveria não me confundir
Com sua verdade
Que presumi não ter que dividir
Com ninguém.

E era tarde
Quando eu vi você partir.
Não é maldade,
Mas havia tanto a se discutir,
Mas teve um porém.

Pedi sinceridade
E, você sabe, não podíamos mentir.
Eu entendo sua verdade,
Mas preciso de tempo pra me reconstituir
Da dor que não sei de onde vem.

Mas saiba, em verdade,
Mesmo que não entenda,
Era com você que eu queria fugir.

Ir além da vaidade
Dessas conversas de venda,
Onde pudéssemos enfim nos iludir.

2 comentários:

  1. Hei, Gustavo :)

    Quer dizer que é poeta, então? Muito bom! Já escrevi muita poesia, mas nos ultimos tempos anda latente, beeeeeem latente...rs

    Você escreve muito bem. Gostei.

    Abração!

    p.s.: obrigada por seguir meu blog. Acho que agora ele está começando a "ter cara" de blog...rs

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  2. Olhaa, esta é a segunda visita que te faço..

    E sinceramente acho que não tenho liberdade nenhuma pra dizer o que vou dizer, mas digo mesmo assim:

    "Você é um poeta filho da puta" que leu meu dia que se repete a dias...

    Quase me emocionei, só fiquei no quase porque uma ponta de raiva veio roubar a lágrima.

    Obrigada pela leitura!

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