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sexta-feira, 11 de junho de 2010

- versos fódicos

Odeiam quando eu falo das putas,
Quando as exalto como sendo justas
ou quando as quero como uma temática
por considerá-las uma inspiração prática.

Eu sei que há beleza na nostalgia,
nos versos bucólicos e no calor do dia.
Conheço também sobre o amor e a agonia;
e sei que são palavras belas para uma poesia.

Mas eu não me importo com isso,
prefiro o ópio sem compromisso;
prefiro ser um disfarce omisso
trancafiado dentro de um cortiço.

Pois as putas também são belas
e gosto de estar com elas,
sinto-me inspirado e, sem sobressalto,
assumo: tenho musas de beira de asfalto.

Podem me considerar um verme
que vive de luxúria e tempo vago.
Podem também me dizer que estou perdido
por gostar tanto das mulheres que pago.

Mas admito que eu não me importo
- Eu não me aproveito delas -
E faço verso dos seus corpos
recitando-os nos becos e nas vielas.