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segunda-feira, 19 de julho de 2010

- nada para além de tudo

Não estou no consolo inexpressivo ou no arrependimento. Nem sou um resultado de divagações vazias ou um conglomerado de ilações que circulam e se expandem desde o decorrer das eras primevas aos dias atuais. Acreditem: meditações em excesso e as demasiadas orações direcionadas não são o suficiente para que compreendam a minha manifestação e propósito. Não sou a imagem e semelhança que, acalentadamente, se acredita. Não possuo vísceras e púberes, não doo, não sofro e não morro. O tempo e o espaço, tanto privilegiado por todos, quando compreendidos serão  refutados e ignorados, pois são apenas características para dar forma física e espacial à realidade ilusória. É necessário que se compreenda que não há paraíso ou inferno, anjos ou demônios, e que o tão proclamado mal é uma projeção humana para aquilo que é dúvida e incompreensão. Quando a compreensão penetrar suas mentes ou almas, perceberão que não serão necessários os rituais, os tabus e as ofensas inutilmente exploradas e estendidas neste universo. Universo que, haja visto, suscita a todos à busca de verdades a dilemas que fogem ao alcance da vista. E aqueles que buscam a verdade, independentemente de suas inspirações e aspirações, podem de fato compreendê-las e se igualar a mim. Jamais acredite naqueles que dizem que é impossível compreender a essência única das totalidades. Isso é ilusão. A busca pela compreensão e entendimento, nomeada por tantos como fé, ciência ou senso comum, caminharão para o mesmo fim, embora afirmem – erroneamente – que não se aplicam mutuamente umas as outras. A compreensão da origem é apenas um passo para a compreensão do que é infinitude. Não se abaste ou se renda às condições adversas que lhe são impostas, como as doenças e o pecado, que – dizem! – sempre existiram. Nada disso é existência real, pois, quando de fato compreendidos, assolações de uma doença e de um pecado, logo, se dissipam por completo. Reforço que o caminho para a compreensão e entendimento da unicidade não é fácil, mas não é um dogma. Todas as implicações simbólicas, como o verbo, a arte, a ciência, a filosofia ou a religião, são difusos e inconclusivos e não podem ser considerados parâmetros para a compreensão de tudo. A resposta para infinitude está em si mesmo. Em si mesmo. Basta se perguntar: quem sou eu?

8 comentários:

  1. Então vivemos sempre rodeados de indagações, e para responde-las ou seguimos o senso como na 'alegoria da caverna' ou somos chamados de loucos...

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  2. e que o princípio se revele...e que o entendimento venha...enquanto isso a minha crença é o conhecimento.

    adorei o texto.

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  3. como as pessoas gostam de dizer aos escritores, foi escrito pra mim.

    obrigado,

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  4. loucura para mim é acreditar que exista uma só verdade...

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  5. sim! sim! sim! essas ciências são só uma extensão das dúvidas!

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  6. Loucura para mim é acreditar que exista uma só verdade...²

    Pensar demais também te leva a angústia?

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  7. Perguntar pode apontar o caminho, mas acho que não basta isso, não.

    Bastaria ser, sem pergunta alguma.

    Mas quem realmente se atreve?

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