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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

- ∞

As perspectivas da minha compreensão de realidade
estão agora baseadas no limiar de transcendência
que venho estabelecendo ao vasculhar a verdade
sobre perguntas e respostas da nossa efêmera existência.

Confesso que antes eu pensava que a morte era a única saída
à irremediável dúvida humana tão explorada em toda e qualquer filosofia.
Mas, depois de refletir sobre os paradigmas que envolvem a essência da vida,
já não acredito mais  nessa complexidade vazia.

Tenho lido intensamente sobre as modernidades da Física
e, ao compará-las com os pensamentos dos primórdios,
- desde os pré-socráticos aos últimos "istas" -
percebo que o cerne da questão jamais foi alterado:

"De onde proveio tudo"?
De Deus, do Big Bang, da Teoria das Cordas ou de E = m.c² ?
Todas as teorias e cálculos que tentam provar de onde viemos findam no abstrato,
pois nenhuma delas pode ser comprovada à realidade, ou seja, não são fatos.

A começar pelo teorema matemático básico, tão pobre e limitado:
- Se existe entre 1 e 2 infinitos outros dados, como posso somá-los?
Parece não haver para onde correr neste círculo vicioso e alienado,
e já não há como negar que há sim algo errado.

Mas como ponderar se já estamos historicamente contaminados
com essas interrogações profanas que não geram quaisquer resultados?
Como concluir se existe um paraíso de terra tranqüila? se há ou não o Diabo?
E se o Universo não passar de mera utopia? e se não houver um outro lado?

A conclusão que eu tiro de todas as análises é uma só:
Acredito que tudo seja inerente a Filosofia, a Religião e a Ciência,
pois nossa existência não é magia, divisão de átomos ou resultado de saliva e pó
e , por isso, jamais extinguiremos nossa essência.

O que somos reside em nossa mente,
que deseja e sonha infinitas possibilidades, pois nada lhe é escasso
e essa é a prova mais que contundente
de que não existe pecado,

tempo ou espaço.