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domingo, 7 de agosto de 2011

- manifesto

Busco a compreensão do verbo, dos sentidos e dos sentimentos. E, por isso, me transformo a cada palavra, verso e estrofe; ao final, eu não sou mais o mesmo. Aliás, jamais fui; pois transcendo no instante o que sou para aquilo que serei. Portanto, nunca estou no agora porque sou sempre o eterno instante que serei. Estou em comunidade com meu âmago. Meu verdadeiro ser. Tudo que profiro resplandece. Existe. Tece. Mesmo as coisas que eu não consigo ver. É como se, naturalmente, eu me tornasse a mais bela poesia e ecoasse - como uma eterna unidade - pelo coração do mundo sem nem mesmo precisar descrever.

3 comentários:

  1. Cada poema, letra, ou passagem que ecoa é interpretada de maneiras diferentes, não seria diferente de nós,que passamos na vida um do outro, deixando em cada pessoa, e em nós mesmos, uma impressão diferente...

    ps: vc vai ficar bravo se eu disser q vi sua foto e lembrei do Bruno Mars?? kkkkkkkkkkkkkkk

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  2. Um belo manifesto...

    :)

    * Você comentou há muito tempo no meu blog antigo, o klegein.wordpress.com (hoje estou no "vittabrevis.wordpress.com", falando a respeito do filme do Richard Linklater. Como há muito tempo não olhava as coisas por lá, acho que só agora fui ver o comentário. Que relaxada. rs. E, sim, o diretor é ótimo e "Walking life" é fantástico. :)

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  3. Três compreensões num ato: do verbo, dos sentidos e dos sentimentos. O ato: a “escrita”, que modifica e se modifica a cada palavra. A consciência da permanente modificação: âmago, a essência. Cada palavra instante: resplandecente, cheia de essência e existência.
    Gustavo, achei muito interessante como você parte de uma condição metafísica e vai encaixando nessa condição as coisas, as palavras e o eu-lírico. Esse poema tem um ápice poderoso: quando o eu-lírico mergulha na mutabilidade existencial das coisas , se tornando a mais bela poesia, a expressão que você usa é “como uma eterna unidade”, ou seja, o mutável está envolto numa unidade: o eterno movimento se encaixa no uno eterno. A carga simbólica do “coração do mundo” me arrepiou.

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