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domingo, 8 de abril de 2012

- a viagem

Como de costume, depois da leitura noturna de um dos meus livros de cabeceira, Descoberta e Conscientização da Natureza Humana, de Masaharu Taniguchi, meditei sobre ser e existir, sobre as equivalências e os paralelos da ciência e da religião. Confesso que os alentos de luz têm me sido recorrentes e, por isso, anotei o que me foi revelado pela voz do meu interior, que ecoava exatamente assim:

“Transcendi o tempo. Transcendi o espaço. Não houve dia. Não houve noite. Não existe bem. Não existe mal. Eu não cheguei. Eu não fui embora. Eu estou aqui porque estou também em todos os lugares”.

Estas palavras doces da revelação se repetiram tranquilamente ao meu embalo de sono, de maneira serena e calmante. Eram 23h01, quando meus olhos se fecharam. Eu não adormeci, confesso; mas eu também não estava acordado. Na verdade, o que aconteceu depois de tudo pode parecer bastante fantasioso para alguns, mas me foi pedido para que eu contasse, tal qual como ocorreu, e por isso, reproduzo na integra o que me foi dito após o mantra que me acompanhou ao sono.

“Levanta e escuta:
Você sabe que as explicações a respeito da quintessência do ser podem beirar ao ridículo quando, compenetradamente, transformam o estado de ser em micro partes, dissociando-as do todo. São apenas subterfúgios das ciências modernas ou dos colapsos metafísicos incompreendidos por pessoas que interpretam a relação da religião com o todo de maneira errônea e dogmática. É necessário compreensão de que o ser denominado humano é parte integrante do cosmos, tendo como essência única a Mente – no cristianismo e no espiritismo, denominado Espírito, no Budismo, Buda.
Entenda: a Mente não corresponde ao processo resultante das reações físico-químicas da massa cinzenta, do cérebro. O cérebro é apenas uma matriz carnal complexa que engloba em si as percepções cognitivas do humano atreladas à matéria, não sendo responsável pela gênese dos sentimentos e das sensações do âmago, que a moral e a ética – dito humanas – têm tanta dificuldade em explanar. Aliás, a Mente, em sua essência, é dissociada do inconsciente coletivo, da mediunidade e das transposições e transcendências temporais e espaciais conseguidas por alguns seres da frequência humana e ou espiritual.
Aliás, também é necessário esclarecermos sobre a configuração dos planos – planos espirituais, paraísos de virgens ou “Édens”. Não existe outro plano, porque não existe a matéria. Isso mesmo, não existe a matéria. Logo, lhe será revelado acerca das propriedades do éter, que envolve o universo, e, por conseguinte, também será desvelado sobre a atemporalidade, a inexistência de espaço como resultantes deste mundo etéreo. O éter, apesar de insignificante para os cientistas da atualidade, será logo desbravado e trará para a compreensão humana que a matéria é, tão somente, luz coagulada, parada, inerte. Luz não é matéria. Não digo a luz das lâmpadas, das velas, expresso aqui a Luz verdadeira, infinita, a nossa essência.
Concomitantemente a irrealidade da matéria ocorrerá a dizimação da doença, que, em essência, é puramente psicológica, portanto inexistente. Os médicos que tratam apenas o resultado das doenças, ou seja, os sintomas que se apresentam no corpo, perderão seus empregos, pois deixarão de ser procurados tão logo se descubra a ineficiência da farmacologia, que apenas retarda ainda mais o processo de cura. Saiba: a doença, quando manifestada no corpo, através dos sintomas, já está sendo expelida, desintegrada por si só. Além de ser manifestação da mente, as doenças podem ser bagagens dos antepassados esquecidos, das angústias ou de dores guardadas de entes queridos, desencarnados ou não [como esposa, esposo, filho, filha, pai, mãe, irmão, avó, avô, sogro ou sogra, por exemplo] ou de situações mal resolvidas [provocadas por traições, abandonos, raiva, ódio, remorsos ou arrependimentos].
Para as doenças, não há necessidade de medicamentos. Apenas seja grato. Grato a tudo. Agradeça todos os dias. Agradeça de verdade.
A gratidão será a única responsável pela condução à infinitude, pois é sinônimo de fé. E, ao falar de fé, é necessário que se compreenda que não existem dogmas. Aqueles que acreditam no inferno, nele permanecerão mesmo o inferno não existindo de fato, pois é invenção da mente que tudo cria e que a tudo transforma. Também não existe pecado, pois não existe treva e nem dor em essência, essas manifestações são apenas criações humanas e não passam de ilusões que logo sucumbirão mediante a força infinita da Mente.
Tudo que existe é bem e somente o bem. As palavras de ojeriza e dor são criadas unicamente pelos seres humanos e são capazes de prejudicar a harmonia do todo material devido a sua frequência rebaixada.
Pense no belo e acredite no que é bom. Agradeça sempre. A infinitude do nosso ser se manifesta no exato instante de qualquer pensamento bom e puro, na transformação deste pensamento em sentimento e voz - e mesmo no silêncio, tão nobre e sublime quanto qualquer palavra e ato, somos e nos propagamos para além dos poros, do espaço entre ser e existir, se manifestando em tudo, porque nada é dissociado do todo. Nada. Somos tudo. Somos o instante, o eterno instante, também chamado de Deus ou Eternidade.”

Ao final dessas palavras, levantei-me assustado procurando saber onde estava. Reconheci meu quarto, o silêncio da noite. Olhei ao relógio. Suspirei fundo. Eram 23h02.