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sábado, 3 de maio de 2014

- eu Original

E então... do que somos feitos, afinal?
Meu cérebro me diz que sou de carne,
e meu coração... que nada disso é normal.

Dessa questão, procuro chegar ao cerne,
pois quero ver a vida de modo mais natural;
apreender que existe caminho que serve,

independente da censura de “bem” e “mal”.
Não preciso me isolar no mais alto dos montes,
nem sair à busca do Santo Graal.

Sinto que dentro de mim reside a fonte,
a matéria-prima do sublime e do essencial.
E ao pensar que o significado da vida se esconde

naquilo que é lógico e sentimental
dou sentido ao que é efêmero: destino e sorte
e perco o real intento da questão inicial.

Mas a verdade é que de nada eu fui feito,
pois tudo o que se passa na cabeça ou no peito
é resultado de minhas crenças e conceitos

e não da compreensão plena do Eu Original.

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