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quarta-feira, 6 de agosto de 2014

- revelação dos dias contíguos

Deste mundo
já tive vontade de ir embora,
tantos foram os lamúrios da alma,
outrora considerada triste e ferida.

Ferida por dentro e por fora
por não encontrar saída
para os caminhos que se trilha
julgados como fardo e pouca perspectiva.

... e depois!
Ah... mesmo depois de colocado tudo pra fora,
através da voz e dos versos de escrita,
ainda assim não conseguia me situar...

- ... tinha medo da Vida.
Travei lutas e mais lutas com o pensamento.
Por insistir na culpa e no ressentimento
e, dia após dia, morria por dentro
(eu sentia).

Olhar-me no espelho era um tormento!
Refletia as mil faces do arrependimento.
- e mesmo que este arrependimento matasse:
Morrer(!)(?)... de que me adiantaria?

Para compreender o que não compreendia,
cabia-me olhar com humildade
à realidade de tudo o que já fora um dia
como parte do meu desejo e da minha vontade.

Vi então que o que me exortava à agonia
era a constante dificuldade
de olhar para dentro de mim
e docilmente dizer "sim"

Sim!... e absorver o momento presente
como simples oportunidade
de se fazer diferente,
sem o apego da mente
ou das amarras que tolhem

a liberdade,
a infinita capacidade.