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sábado, 7 de novembro de 2015

- não-humano

Percebo que sou ainda muito vulnerável para as questões que envolvem o coração.
Exposto, falo como imagino, e me esqueço que do outro lado existe ainda a interpretação.
Preciso estar atento ao que vem de dentro, pois pode ser simplesmente da ordem da imaginação.
- Aquietar o corpo, relfetir um pouco... nem tudo que sai da boca é fato e oração?

No trinar das horas, no palpitar do vento, existe esse eu sedento pela busca de compreensão.
E tal como agora, fora das órbitas e dos centros, inicio sucessivos movimentos de translação.
"A porta que saio não é a mesma que entro", é o que diz o pensamento quando perde a direção.
- Ei! Também se dá o nome de cicratiz quando se fecha uma ferida feita de emoção?

Resta o solilóquio do conflito, o último espasmo e o último grito que se encerra no eco da solidão.
Na estrada desta vida, vem de longe a caravana, com o estandarte da raça humana, sempre acenando com a mão.
Me oferecem ajuda para continuar o caminho "Você ai, sozinho, venha conosco! É um de nós! É nosso irmão"
Agora, meu silêncio pode ser escutado como o estrondo de um torvelinho, surpreendendo a multidão.

E ao repensar sobre minha experiência mundana, a resposta é simples, mas impressiona:

- Não.