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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

- digressão de noites alvas

Daqui do alto da pirâmide de vidro,
assisto a torre pulsar suas infinitas cores.
E mesmo no negro da noite, eu reflito
sobre nossos sofrimentos e nossas dores

e, nesses momentos, no olhar distante, eu insisto
em confessar como verdade o que pensam ser os rumores.
Rumores que sufocam nossos desejos aflitos
e instauram em nós a culpa e seus temores.

As vezes, acho que ficaremos loucos com tudo isso,
mas, ainda sim, somos os únicos responsáveis e autores
pelos sentimentos sóbrios e versores
que podem ainda ser confundidos como vícios

... apesar de eu pensar que somos, na verdade,

apaixonados...
... sonhadores.